Mariana

Oh!, Minas Gerais!
Houve gritos, gemidos, sussurros,
mas sirene de advertência não havia.

Oh!, Minas Gerais!
Vi a velocidade do barro
amarelo como o escarro
invadindo rios perenes.
E a sirene?

Oh!, Minas Gerais!
Seres humanos e animais,
numa sinergia enlouquecida,
lutando de forma aguerrida
contra os dejetos minerais.

Mariana, Bento foi sepultado
sob a lama do minério.
Minério que, desde a época do império,
a todos sobrepujou.

Às margens do rio Doce,
o retrato é desolador.
O escarro amarelo do barro
que absorveu o doce das águas 
o fim de espécies, selou.

E a sirene? Essa...

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