Amor incondicional I
Te amei.
Te amei, quando os olhares se cruzaram
e mãos se apertaram
em uma gélida manhã de inverno.
Te amei.
Te amei, quando na inocência das palavras
lábios se tocaram, línguas se entrelaçaram
numa dança passivamente gostosa
e efusivamente lascívia.
Oh!!!, te amei.
Te amei tanto, que na luxúria de seu encanto
toquei seu corpo, senti o seu gosto e gozei no seu gozo.
Fiz repousar na entranha de sua carne a semente da minha existência.
Seu corpo estava suado, seus cabelos, avacalhados.
De sua vulva vulcânica, a lava não queimava e, sim,
lubrificava o vai-e-vem do ato amoroso.
Te amei.
Te amei tanto, que no sofrimento de sua alma
depositei nossa calma, sepultando tristezas,
revigorando alegrias.
Te amei. E como amei!!
Amei, quando uma vida de ti nasceu, cresceu
se multiplicou e envelheceu.
Meu Deus!!
Te amei na existência, na ausência
e no perecimento. Quando sua alma partiu, amei.
Amei na solidão, amei de coração.
Simplesmente amei.
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