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Mostrando postagens de dezembro, 2024
Dois troncos de madeira, com idade avançada  e carcomidos por  isópteros  e outros insetos, sustentavam uma tábua bem mais nova, que de tempos em tempos era trocada, mantendo, assim, o banquinho da conversa devidamente alinhado com o tempo, com um grande açude e com uma floresta intocável   que abraçava tudo ao seu redor.  O guarda-sol do banquinho era uma imensa árvore de tamarindo, de folhagem vistosa e exuberante. Duas perninhas ansiosas e desnudas  gangorravam  sobre o banquinho, enquanto as outras duas pernas, bem agasalhadas e quietas, esperavam pacientemente por gostosas perguntas. —  Vovô, quando o senhor era criança, esse banquinho também era criança? —  Sim, meu querido. Foi construído pelo meu pai, seu bisavô. Com o passar dos anos, só trocávamos a madeira  onde estamos sentados  agora.  —   Vovô, o senhor conversava com o seu papai igual conversa comigo agora?  —   Sim, meu anjinho!  Na   úl...