Fazenda Santa Cruz
O sol ilumina a fazenda Santa Cruz dando boas-vindas às almas que a conduzem. No Engenho, o Barão do Rio Pardo, de semblante sério, mas educado, fiscaliza a produção da alimentação ali produzida. No vasto terreiro da casa secular, os empregados do Barão prestam atenção aos passarinhos cantores, que depositam, no ambiente, doces melodias. Com cacumbus nas mãos e com a pele enegrecida da labuta diária, eles, sempre calados, lavram e depositam na terra o sustento de todos. Mariazinha, negra sábia e trabalhadora, de mãos calejadas , matreira, bate roupas na pedra da cacimba, enquanto seu marido cuida dos afazeres no curral. E a Sinhá, esposa do Barão, cuida, com bastante atenção, de um pé de manga que cresce exuberante ao lado da casa grande. Na hora do almoço, às 8 horas da manhã, reúne-se a família do Barão. Sentados a uma vasta mesa de madeira, degustam as delícias da roça e as palavras do patrão. Enquanto ele reza, elogia ...