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Mostrando postagens de julho, 2016

Poesias

Rede O balançar da rede chacoalha meu pensamento arredio, sagaz e guardião. Guardião de um corpo prostrado sobre um amontoado de tecidos trançados, num vai e vem sem razão. Medo de avião No espaço vazio o monstro chacoalha o coração dispara. Será que cai? Se cair minha alma sabe voar. Mina d’água O olho d’água brotou, por um tempo se manteve e depois secou. Eu, persistente, permaneci paciente. Fiz de tudo um pouco para o olho voltar a chorar. Até árvores plantei por lá. A água voltou, as árvores cresceram e suas folhas devoradas pelo formigueiro. Minha paciência? Se revoltou com as formigas.