Poesia - Aniversário da cidade de Leopoldina
Carta à Princesa
Bom dia, Princesa, como vai você? Há quanto tempo!!!
Parece que foi ontem que a vi estonteante,
exalando beleza e caminhando, com firmeza,
rumo a um futuro incerto, mas promissor.
É, minha Princesa!
O tempo passa. Que pena!
Lembro-me da majestosa natureza que a rodeava, dos
bosques repletos de vida,
das árvores bem sucedidas, que repousavam,
tranquilamente,
sobre praças e ruas, temendo apenas o vento e a
tempestade.
Lembro-me de
seus passos firmes, num terreno íngreme de beleza abastada.
Seus passos foram seguidos e os caminhos se abrindo
por corpos de boa alma,
que, incansavelmente, depositavam sobre a terra a
semente da esperança.
Semente que perdurou por anos a fio.
Princesa, lembro-me
de que, na escola, a professorinha ensinava
a escrever
cartinhas, nas quais o seu nome vinha em primeiro lugar,
para endossar
um conteúdo de amor, de amizade, de saudade.
Oh! Quanta
saudade daqueles atos de inocência e simplicidade.
No solo que
Vossa Majestade cultivou, com muito amor, estão depositados o medo,
a coragem, o
sim, o não, as alegrias, as tristezas, as vitórias, as derrotas, o sangue,
o suor e as
lágrimas. Quantos pés arranharam seu chão,
quantos
sussurros sem perdão, quantas almas sem coração!
Alegro-me em
saber que a minha Princesa, nascida na Realeza,
abrigou em seu
solo majestoso os corpos de boa alma,
dentre eles o
poeta, o pintor, o roqueiro, o industrial e notável realizador,
e tantos
outros anônimos que exultavam seu nome.
Princesa
minha, continua linda, apesar do tempo.
As intempéries
da natureza humana machucam,
sangram e
mancham o esplendor de Vossa Alteza,
mas não
destroem a sua beleza.
Não fique
triste, os corpos de boa alma ainda existem e persistem,
labutamente, na manutenção de seu nome que,
desde criança e
com muito prazer, aprendi a entoar.
LEOPOLDINA, parabéns
por mais um ano de vida!
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